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As Luas

Hoje uma amiga falava-me da mudança de lua e da sua influência no nascimento. Estivemos a confirmar no calendário e a lua em novembro mudou a 7 (já passou e nada aconteceu, o Francisco não nasceu), muda de novo a 13, a 20 e a 28. 

Apesar de acreditar que a lua pode ter alguma influência - se a tem nas marés e como dizem alguns no crescimento do cabelo - nunca liguei muito a estas questões.

Mas estando desocupada fui investigar... então, quando a MR nasceu a lua mudou nessa noite, quando o Manuel nasceu, a lua também tinha mudado nessa noite. Quando as filhas da minha amiga nasceram a lua mudou na noite seguinte. Quando eu nasci e quando a minha amiga nasceu houve mudança de lua na noite anterior...

E agora?! Será tudo pura coincidência ou seremos todos "filhos" da mesma lua?! Uns "aluados" é o que é! :)

Adoro


Viajar, conhecer e descobrir sítios onde nunca estive antes.

Ir jantar fora com amigos.

Comida italiana.

Ter tempo para cozinhar, modificar receitas e fazer bolos e bolinhos.

Pessoas positivamente com os "pés no chão", que lutam por serem felizes.

Ver os meus filhos brincarem juntos.

Quando a MR dá um beijo ao Manuel e lhe diz "a mana gosta muito de ti" e quando ele a abraça e diz com ar entusiasmado o seu nome "Ica!"

Pensar em fazer trabalhos manuais, ainda que depois possa não os fazer.

Ir "a casa" no fim de semana.

Ir à praia em dias de calor e ficar até o sol se por.

Estacionar o carro e ficar lá dentro a conversar, sobretudo em dias de inverno.

Animais com pelo: cães, gatos, coelhos, hamsters e afins.

Vale a pena ressalvar que esta lista não é exaustiva e muito mais haverá a acrescentar :)

Não gosto

Que se fale da crise criticando as medidas e não apresentando alternativas. 

Os debates no parlamento. Detesto que passem ali horas infindáveis a dizerem mal uns dos outros e a lavar roupa suja, como se isso ajudasse o país.

Que se levantem suposições e se falem sobre as mesmas como se já fossem verdade absoluta, como se se tivessem encontrado ouro.

Notícias não fundamentadas.

Que usem "dados científicos" sem os contextualizar.

Ter que fazer listas de compras para os outros comprarem.

Não poder sair de casa.

Pedir sistematicamente ao meu marido que chegue a cadeira para frente porque a barriga não me deixa passar em lugares estreitos.

Ver coisas pelo chão, desarrumadas e não me poder baixar para as apanhar.

Que as pessoas se vitimizem e se apresentem como coitadinhas.

Pessoas negativas, constantemente deprimidas e que não se conseguem mobilizar para ver o lado "B" da vida.

De pessoas que se queixam mas nada fazem para mudar a situação, que se queixam às pessoas erradas por falta de coragem para resolverem os seus próprios problemas.

Ver os programas da manhã e da tarde na tv.

Generalizações.

Que se diga "Não gosto", sem provar, sem experimentar.

Que alguém me diga que não gosta de comida chinesa, japonesa, mexicana ou qualquer outra tendo provado apenas um prato.

Que esta lista esteja maior que a lista "Adoro".

Verdade e consequência

Sempre que acreditei que deveria saber a verdade, que deveria esmiuçar cada assunto até ao fim e saber a verdade, doesse o que doesse. Nunca me contentava em saber apenas o suficiente.

Mas neste momento e já desde há alguns anos para cá percebi que essa busca incessante pela verdade por vezes pode ser destruidora. Obviamente que não vivo mentiras na minha vida, nem as tolero, mas entendi que em certos e determinados casos a informação que nos chega é suficiente para continuarmos a nossa vida. 

Não precisamos sempre de saber tudo, por vezes saber tudo ao pormenor torna os sentimentos mais intensos e nem sempre isso é desejável. Pode nalguns casos ser reparador, mas aquilo que a experiência me ensinou é que na maioria das vezes é apenas desgastante...

Somos todos diferentes e previsíveis?

Adoro observar as diferentes reações que diferentes pessoas têm perante o mesmo fato. 

Perante um dado adquirido, de relevo ou não, tendencialmente os indivíduos reagem sempre tendo por base a mesma linha de atuação.

Imaginemos a reação de várias pessoas à seguinte frase: "Tenho um monstro debaixo da minha cama!"

Há aquela pessoa que vai sempre dizer "Ah não te preocupes os monstros geralmente são inofensivos e queridos, não te preocupes demasiado!"

Há a outra que vai logo reagir "Que horror, eles nunca mais se vão embora e são chatos e são maus! O que te havia de acontecer!"

Temos ainda o tipo de pessoa que nos dirá "Desde que te sintas confortável com ele debaixo da cama, não há problema. Tens é que te sentir bem com isso."

Claro que existe ainda o outro que nos dirá imediatamente " Monstros não existem! Ouve, deixa-te disso e preocupa-te com o que realmente é importante. Monstros! pffff"

E é mesmo engraçado como estas reações se repetem de forma idêntica em diversas situações, são como que uma linha condutora que nos permitem à partida saber logo o que esperar de cada indivíduo. 

Passou um mês

Passou um mês desde de que apanhámos o nosso grande susto, se passou um mês o Francisco já tem mais um mês de gestação do que tinha na altura. Passaram 4 semanas, ou mais ou menos 30 dias e a verdade é que nestas situações todos os dias contam e todos os dias são mais uma vitória. 

E estas são aquelas pequenas vitórias que fazem de um conjunto de pessoas com parentesco uma família em todos os sentidos. Sinto que estas vitórias são do Francisco mas também são dos manos, por toda a compreensão e paciência, por todos os mimos e atenção que têm dado a esta gravidez. Parecem perceber que apesar de lhes estar a tirar muito, esta gravidez, lhes vai dar muito mais do que aquilo que conseguem imaginar. 

Esta tem sido também uma vitória do pai, que de repente passou a super-pai; reorganizou horários; centrou-se mais na família; passou a ser cozinheiro; responsável pelas máquinas de lavar roupa, louça e afins. Uma vitória do pai que para rodopiar à volta da mãe e dos filhos não tem férias desde do início do ano, mas tudo tem aguentado estoicamente, sem um único lamento. 

 E por fim esta é também uma vitória minha, que apesar de não me estar a revelar a melhor incubadora deste mundo tenho feito os possíveis e impossíveis para manter o Francisco tranquilo. 

 Foi assim que chegámos às 28 semanas e que entramos calmamente no terceiro trimestre de gravidez...

Espero estar de volta...

Mary Stevenson Cassatt's 1901
"Mother and Two Children”
Precisei de tempo para me reajustar à minha nova condição de mãe de duas crianças. Se já me reajustei?! Não... mas percebi que tenho que deixar correr o tempo e de qualquer das formas arranjar 10 minutos por dia para aquilo que me dá prazer: para  escrever, para ler, para me entregar apenas a pensamentos e à minha imaginação. 

Ter dois filhos lindos e fantásticos só será recompensador se a mãe conseguir ter vida para além deles. Caso contrário será sobretudo esgotante... 

Espero conseguir voltar, se não todos os dias, pelo menos todas as semanas!

Primavera?!?!!?

Este tempo que, visto de dentro de casa, me parece quase de Primavera, em que o Sol brilha e nos dá a antecipação de um fim-de-semana fantástico, dá-me um "Bom Feelling"!


Sonos

O nosso corpo é realmente uma máquina fantástica. Quando precisa de comida avisa que temos que temos fome, quando "se estica a corda" e se aumenta o ritmo de trabalho ou as preocupações, há pessoas que são avisadas por arritmias, taquicardia e outras, se grávidas, por contracções fora de tempo.
Como diz a Oprah, ainda que relativamente a relacionamentos e infidelidades "there are always signs", por vezes nós é que não os queremos ver.
O nosso corpo, salvo se estiver "avariado" ou como geralmente se diz, doente, costuma sempre saber o que é melhor para nós, e é como o cliente: "tem sempre razão". 

Relativamente ao sono, por exemplo, é muito raro respeitarmos os desejos e as necessidades do corpo. Dormimos sempre menos do que aquilo que necessitamos e somos todos os dias bruscamente acordados e impelidos a sair da cama por despertadores barulhentos.

Bem, felizmente a privação de sono apesar de acontecer à grande maioria não acontece a todos e cá em casa, pelo menos as crianças, dormem tudo aquilo que o seu corpo lhes exige. O mais pequeno, obviamente, dada a tenra idade, pouco mais faz do que comer e dormir. Já mana não, tem os dias preenchidos com brincadeiras e actividades. Mas quando chega a hora de ir para a cama, chega a hora de ir para cama! Tem os seus rituais: lavar os dentes; vestir pijama; escolher uma história que a mãe ou o pai contam e apagar a luz. Tudo por esta ordem. Mas é certo que estes rituais lhe dão segurança e poder na situação: por conhecer todas as variáveis; não haver surpresas (como se quer antes de dormir) e por lhe darem um conhecimento prévio do que vai acontecer. Assim ela sente que controla e gere todo o processo de forma tranquila.
Sempre lhe disse que dormir é muito bom, sempre a levámos para o quarto dizendo "adeus, boa noite!" aos avós, ao pai  ou à mãe (dependendo de quem a leva para cama nesse dia) ou aos passarinhos. Nunca escamoteámos a situação para a pôr a dormir. E quanto a mim, ainda mais importante, sempre respeitámos os seus ritmos e a deixámos descansar tudo aquilo que precisa. É raríssimo termos que a acordar e sempre que temos que o fazer custa-nos imenso... 

Sempre optámos por a deitar cedo para que possa descansar aquilo que o seu corpo pede. Durante a semana, até ter 18 meses a MR dormia 12h certas. Deitava-se às 19h30 e acordava às 7h30. Depois reduziu gradualmente as suas necessidades e passou a dormir 11h por noite. Neste momento vai para a cama pelas 20h30 e acorda pelas 7h30. Durante o dia ainda dorme a sesta, cerca de 2h quando está em casa e hora e meia na escola.

Poder-se-ia pensar que estes horários são exigências dos pais, mas não, são exigências normais do corpo de qualquer criança, que nós como pais temos apenas que ouvir e interpretar.

Ontem pela primeira vez a MR não quis dormir a sesta. Estava excitada com a visita de duas amiguinhas e depois de várias tentativas percebemos que não ia mesmo dormir. Ao final do dia acabou por ir para cama pelas 19h15, adormeceu de imediato e levantou-nos a nós pais a dúvida se, por sistema seria correcto, sendo ela ainda tão pequenina (apenas dois anos) retirar-lhe as duas horas de sesta. 

Conseguem imaginar o que aconteceu? O corpo é mesmo infalível! As suas 13h de sono diárias foram respeitadas e a MR dormiu das 19h15 às 8h15 e acordou fresca e bem-disposta! De facto nós pouco mandamos, o corpo é que decide e desde que lhe proporcionemos as condições ideais, toma as suas decisões.

À segunda...

À segunda tudo parece correr melhor...

Nas segundas-feiras estamos cheios de energia para a semana que vai começar.

Da segunda vez geralmente já não nos enganamos no trajecto a percorrer. Mesmo que corra mal já sabemos com o que contar.

À segunda já nos sentimos mais seguras e não nos deixamos ir em conversas.

Em fim... à segunda, a experiência da primeira, tem o condão de nos pôr à-vontade e mais tranquilas. 

À segunda, mesmo que não tenhamos a certeza absoluta do caminho sabemos que lá vamos chegar, sabemos que nosso instinto é o melhor conselheiro e que no final tudo acabará por correr bem!

Boooriiiiing...

Quando estamos inactivos durante muito tempo tornamo-nos quase gatos, mas apenas gatos no sentido em que comer, dormir e olhar pela janela é o nosso dia-a-dia. Para sermos gatos completos teríamos que daí conseguir tirar prazer. Ronronar só porque é hora de comer ou apenas porque chegou a casa alguém que nos pode dar mimos. Mas esse espírito felino de ir buscar satisfação a coisas aparentemente tão pequeninas não nos é fácil de alcançar.

Quando estamos inactivos durante muito tempo começamos a ficar com o desejo de sair de casa nem que seja apenas para ir comprar pão ou ir à lavandaria. Apetece-nos a todo o custo que o telefone toque, e se não tocar somos nós que telefonamos apenas para perguntar: "Então? Está tudo bem?".

Começamos a ter hábitos estranhos... conseguimos passar o dia a ver sempre as mesmas sérias na tv e temos a assustadora tentação de espreitar para os programas que inundam os nossos canais logo de manhã e ao início da tarde. Passamos o tempo com o computador ligado à espera que chegue um e-mail e somos capazes de durante 1 minutos fazer F5 quatro vezes, só para ter a certeza que ele não chegou. É mais ou menos neste momento que nos devemos começar a preocupar com a nossa sanidade mental.

Felizmente as semanas têm pelo meio o fins-de-semana e ai a casa pode encher-se de gente e nós podemos sair nem que seja apenas para dar uma volta de carro e ver as vistas. Se fosse eu que mandasse para além do fim-de-semana existiria também um meio-de-semana, ali entre Quarta e Quinta-feira parávamos um dia apenas para passear, estar com os amigos e a família. Não vos parece bem?!

Música



Acredito sinceramente que possa ter sido concebida ao som de música. O meu pai era músico, era não, é - a música continua-lhe no sangue e como hobby ao qual se dedica cada vez com maior vontade. Nasci numa altura em que lá em casa ainda se respirava semanalmente música - aos fins de semana lá ia o meu pai para o seu vício e alimento. Ainda me lembro de me levar para cima do palco consigo, lembro-me da música muito alta e lembro-me que o queria só para mim, mas que numa mão estava eu e noutra o microfone.

Cresci também a ouvir música: ora os discos de vinil, ora as cassetes que o meu pai passava horas a gravar, ora as minhas músicas captadas directamente da mtv para o vídeo e do vídeo para a cassete. Tive o meu próprio gira-discos portátil, onde ouvia os meus discos, mais tarde tive o meu walkman, depois o leitor de cds e agora o ipod.

Todos os dias ouço música, todos os dias canto (é verdade que não encanto, mas como diz o meu pai, sou esforçada! A herança genética infelizmente não me contemplou com boa voz).


Sou incapaz de ouvir alguém cantar e ficar calada e o mais provável é que sofra mesmo de mimetismo musical agudo. Ah! Quando gosto de uma música sou capaz de a ouvir até à exaustão.

Ainda tentei aprender música, solfejo, orgão e viola. Mas a verdade verdadinha é que sou óptima a ouvir e a dançar, mas péssima a tocar e a cantar. Bem, mas lá por isso não deixo de tentar, bora lá:

Hey Mister D.J.
Put a record on
I wanna dance with my baby

Do you like to boogie-woogie
Do you like to boogie-woogie
Do you like to boogie-woogie
Do you like my Acid Rock

Hey Mister D.J.
Put a record on
I wanna dance with my baby
And when the music starts
I never wanna stop
It's gonna drive me crazy


Escrito para o blog Girassóis a 14/12/2009

Relações familiares

Ela era a mais nova das mais velhas e eu a mais velha dos mais novos. Costumava dizer que o meu pai, enquanto seu padrinho de baptismo, era como se fosse o seu segundo pai. E foi assim que sempre foi tratada lá em casa. Sempre gostou de passar férias connosco e de dizer que para além de afilhada do meu pai era ainda madrinha de alianças da minha mãe (uma invenção do padre, que pegou e lhe caiu bem), sentia que isso a tornava ainda mais especial.


Apesar de alguma diferença de idades sempre fomos muito próximas, olhando à distância, acho que eu crescia para me aproximar da sua idade e ela tornava-se mais criança para se aproximar da minha. Na sua adolescência sempre foi a menina do papá e sempre deixou que decidissem a sua vida, depois cresceu e percebeu que as suas decisões a si própria pertenciam.

Agora temos filhos, cada uma tem a sua própria família, mas o laço, que é para a vida, mantém-se. Neste momento são os nossos filhos que, com uma diferença de idade menor que a nossa, já adoram estar juntos. Apesar de muito pequeninos inventam em conjunto inúmeras brincadeiras, aprendem disparates uns com os outros e vão perguntando quando podem voltar a ver-se. O circulo fecha-se  e repete-se e é assim que definimos as  nossas relações familiares. Não interessa se somos irmãos, tios e sobrinhos ou primos em 1º, 3º ou 4º grau. São os momentos e as pessoas que nos estão gravadas na alma e que nos fazem falta que definem quem é a nossa família.

Adolescências

Desde há uns tempos que ando com a mania de olhar para as pessoas e imaginar como eram na sua adolescência. Tenho visto casos muito engraçados! Desde o homem jeitoso, ou seja com piada, com uma ponta de charme, mas que se percebeu que enquanto adolescente tinha de certeza muitas borbulhas na cara, vê-se pelas marcas, e a quem os óculos de certeza que não ficavam tão bem como agora.

Há o outro, que mete os pés para dentro e é pouco atlético, o suficiente para imaginar uma adolescência pouco fértil em namoros. Também devia ser um miúdo estudioso, mas pouco popular e pouco ouvido pelos outros, aliás, algo que se percebe pela petulância com agora se dirige a todos. Cresceu e já ninguém goza com ele, era o que faltava, ele agora é o dono da verdade!

Há também aquele que de certeza sempre foi muito popular. Não era um miúdo giro -  era magro, alto - mas sempre praticou hipismo enquanto os outros jogavam à bola e isso tornava-o interessante. Sabia muito sobre tudo e aquilo que não sabia, descobria, estudava, empenhava-se. De certeza que em casa os pais eram demasiado exigentes e isso também se nota agora com a exigência que impõe aos outros.

Temos também aquele para quem olhamos e pensamos "de certeza que está igualzinho àquilo que era": o corte de cabelo, a maneira de estar, a insegurança e ingenuidade que demonstra, assim como a disponibilidade para ser amigo do seu amigo. O facto de continuar a ter namorada e não "mulher", até de olhos fechados, se conseguiria imputar ao facto de os pais se terem divorciado enquanto ele crescia. Foi tão difícil lidar com esse facto que se tornou inseguro e não acredita que um "papel assinado faça qualquer tipo de diferença".

Depois é muito fácil encontrar aquele que enquanto crescia era um miúdo porreiro: que gostava de computadores, de música e tinha amigas raparigas, mas que nunca teve coragem para as pedir em namoro. Hoje olhamos para ele e continua a não ser bonito, nem charmoso, mas tornou-se tão interessante que isso agora já não interessa nada...

E a verdade é mesmo essa, como é que éramos quando tínhamos 14 anos? Isso interessa para alguma coisa? Interessa apenas para justificar aquilo que somos hoje. Todas as fases da nossa vida contribuíram para nos tornar nos adultos que somos. Sim, mas se interessa para mais alguma coisa? Não, claro que não! O que lá vai, lá vai e o que interessa é aquilo em que nos tornámos, aquelas pessoas que somos hoje. Interessa saber que há mais de 15 anos atrás alguém tinha borbulhas, aparelho nos dentes e dizia "fónix" constantemente? Pois não.. só mesmo a mim, que aparentemente não tenho mais com que me entreter! :)

Escrito para o blog Girassóis a 01/03/2010